FRAUDE NO WAZE: Manipulação de dados de trânsito em Balneário Camboriú e Osasco.

Uma denúncia recente em Balneário Camboriú revelou como a aplicação colaborativa Waze tem sido alvo de manipulação sistemática. Na cidade catarinense, a inserção de alertas falsos sobre buracos e perigos na via foi utilizada para desviar o tráfego de determinados trechos, alterando artificialmente as rotas indicadas pela ferramenta de navegação. A prática compromete a fluidez do trânsito, engana milhares de motoristas e acende o alerta sobre o uso indevido de tecnologias de mobilidade urbana.

No entanto, a manipulação de dados de trânsito em plataformas colaborativas não é um fenômeno isolado. Registros e documentos oficiais apontam que a mesma prática já havia sido identificada no município de Osasco (SP) ainda em 2024.

O Histórico em Osasco: Interferência Política e Retaliação

Em agosto de 2024, no período que antecedia as eleições municipais, uma Gaente de Transito do Centro de Operações Integradas (COI) de Osasco e editor qualificado do Waze, identificou ingerências diretas no sistema do Waze for Cities.

Segundo os relatos e denúncias encaminhadas na época, cargos comissionados e gestores atuando sob orientação da alta administração municipal e do comando do órgão de mobilidade estariam instruindo a exclusão deliberada de alertas reais inseridos pelos motoristas no aplicativo, como acidentes, congestionamentos e buracos nas vias. O objetivo da manobra era manter o mapa digital “limpo”, maquiando os gargalos viários da cidade perante a população durante a campanha eleitoral, especialmente diante do aumento do fluxo decorrente de obras no centro da cidade.

Ao se negar a executar e a pactuar com as irregularidades, o servidor adotou medidas técnicas para restringir o acesso de usuários institucionais que alteravam os dados indevidamente. Como consequência de sua postura de fiscalização, o agente passou a sofrer retaliações e perseguição política por parte de secretários, gestores e lideranças do executivo municipal, o que culminou no seu afastamento das funções.

Comunicação com a Plataforma e Ausência de Providências

Documentos e trocas de e-mails entre a supervisão do COI de Osasco e representantes da equipe do Google/Waze no Brasil (Waze for Cities) comprovam que a plataforma foi formalmente notificada sobre a interferência política e a adulteração dos dados viários.

Em mensagem enviada em 29 de agosto de 2024 a representantes da Geo LatAm Strategic Partnership do Google, o servidor relatou explicitamente a remoção indevida de reports para fins de imagem política e solicitou a criação de mecanismos mais rígidos de controle de acesso para evitar a manipulação de informações no mapa.

Apesar dos alertas encaminhados à equipe do aplicativo e às instâncias de Ouvidoria, nenhuma medida efetiva foi adotada pelas plataformas ou pelas autoridades municipais para punir os responsáveis ou blindar o sistema contra ingerências institucionais.

A repetição dessas práticas seja em Santa Catarina ou no Estado de São Paulo evidencia a vulnerabilidade das ferramentas colaborativas de trânsito quando utilizadas sem mecanismos rigorosos de auditabilidade, prejudicando diretamente o cidadão que depende de informações precisas para se locomover nas grandes cidades.

EM SANTA CATARINA O PERFIL FOI BANIDO E CASO VAI AO MP
Em paralelo, o setor de Tecnologia da Informação da BC Trânsito acionou o suporte da Waze for Cities, que baniu o perfil responsável pela disseminação dos alertas falsos. A prefeitura também encaminhará o caso ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) para que os fatos sejam apurados e as medidas legais cabíveis sejam adotadas contra o responsável.

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EM OSASCO……. Nada foi feito, os que denunciaram foram afastados e os autores promovidos.

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